DANIEL DA SILVA FREIRE

Minha permanência neste planeta não passa de uma pequena partícula, praticamente ignorada. Mas, mesmo depois de morta, ela será aproveitável, como se diz: "neste Universo nada se perde, tudo se transforma." (Daniel da Silva Freire,2000)


A história de Daniel da Silva Freire iniciou em sete de fevereiro de 1927, em Bernardino de Campos, interior do Estado de São Paulo. Era o caçula numa família de dez filhos e desde a tenra infância apresentava sua criatividade e seus desenhos. Na escola, ainda criança uma professora o chamou de "artista" devido sua criatividade e seus desenhos que a impressionavam nas aulas.

No anos 40, do século XX, deixou a fazenda onde morava com os pais e rumou para Ourinhos (SP) em busca de melhores oportunidades de vida. Lá iniciou seus estudos de pintura, especialmente paisagem, de forma amadora. Trabalhou com uma família descendente de italianos e em 1942 mudou, com eles, para a cidade de Curitiba, no Estado do Paraná. Nesta época trabalhou com a pintura em ampliações fotográficas, ofício muito comum neste período histórico e que foi seu sustento por muitos anos. Segundo o artista, em sua autobiografia, chegar a Curitiba foi "amor à primeira vista". Casou, constituiu família e ali residiu até sua morte em dezembro de 2000.

Neste percurso apaixonou-se pelas paisagens paranaenses, em especial, a vegetação e os pinheiros. Iniciou seus estudos em pintura na década de 50, em Curitiba, na Casa e Escola Alfredo Andersen. Com Thorstein Andersen (1905-1964) especializou-se em retratos. Inquietado com a necessidade criativa de retratar paisagens, nos anos 60 iniciou o curso de paisagem com o expoente artista paranaense Guilherme Matter (1904-1978). Participou de várias mostras, salões e exposições individuais e coletivas.

Em meados da década de 70, a convite do amigo Alvino Frankenberg, abriu seu primeiro atelier para aulas de pintura. A princípio o local estava situado no bairro Ahú e posteriormente passou para um local no Centro Histórico de Curitiba, próximo a rua Riachuelo. Na década de 90 foi transferido para a casa do artista. Daniel lecionou neste local até o ano 2000. O legado de Daniel da Silva Freire é extenso e singular. Suas obras estão presentes no Brasil e em outros países (Alemanha, França, China, Japão, Bolívia). Faleceu em dezembro de 2000 deixando um vasto acervo e uma história de vida de um artista único e brilhante.